DUAS RODAS E UMA BARRACA

Enfim chegaram nossas férias, como sempre estamos pensando em viajar. Mas desta vez não sem rumo, ou melhor, sem destino por que rumo a gente sempre tem. Será a primeira viagem, de moto da Val e, se conheço minha esposa, a primeira de muitas. Os dois primeiros dias foram reservados para organizar o roteiro e fazer os últimos ajustes na motocicleta com a moto pronta o bichinho do “vamos logo” começou a me cutucar e eu a moer os miolos da paciente Val.

Enfim chegou o dia. Moto pronta, carga amarrada e lá vamos nós! O destino desta vez é o Mato Grosso do Sul onde temos parentes a quem devemos uma visita desde o casamento. Antes de iniciar a jornada ainda pensei se minha esposa aguentaria a aventura, mas ao vê-la empolgada, me concentrei em pilotar e partimos.

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A moto se comportou bem. Senti falta de um pouco mais de autonomia, já que devido ao peso, baú e bauletos laterais tínhamos que parar a cada 250 quilômetros para o abastecimento. As estradas são ótimas o que não exigiu muito da “mosquita”, principalmente no estado de São Paulo.

Já anoitecia quando chegamos em Santa Fé do Sul, por ordem da “patroa” passaríamos a noite ali, já que a mesma que passar a ponte da divisa durante o dia. Até aqui tudo bem. Agora é procurar um  lugar para se alimentar e outro para passar a noite, obrigatoriamente nesta ordem já que o ronco de meu estômago está maior que o da moto.

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Mal amanhece o dia e já estamos ansiosos pela estrada, faltam alguns quilômetros para a ponte e a Val não quer perder tempo. Bagagem arrumada, café da manhã e pé na estrada ou melhor, pneu na estrada.

A travessia da ponte rodoferroviária de moto é um espetáculo à parte e ainda tivemos o prazer de passar por sob a ponte onde de carro, jamais pensaríamos em ir.

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Pronto, estamos no MS o estado do Pantanal.

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A primeira cidade é Aparecida do Taboado, onde paramos para comer algo, reabastecer a motoca e esticar as pernas enquanto comprávamos artesanatos. Mais 50 KM e estamos em Paranaíba, nosso primeiro destino.

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Já que estamos por aqui, vamos até a divisa de MS com MG, outra ponte desta vez sobre o rio Paranaíba, um afluente do Paraná.

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E se o negócio é rodar, uma “passadinha em Lagoa Santa, já no estado de Goiás não vai fazer mal nenhum…

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A volta foi um capítulo a parte, já tínhamos rodado uns 400 km quando senti a corrente bater. Parei em um borracheiro, estiquei e continuamos a viagem. Mais 100 km e percebo que o guia da corrente quebrou. A partir daí foi uma barulheira só. A corrente parecia um liquidificador. Ainda assim a valente XRE aguentou bem de forma que chegamos em casa, sãos e salvos.

Já no dia seguinte levei a moto para o mecânico, revisão, troca de óleo, pneus e do guia da corrente no qual a Honda cobra a “bagatela” de R$180,00. Mas o conserto é urgente já que nosso próximo destino já está programado. Saimos em dois dias.

Mas esta é outra história…

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